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Fonte original: Matias Marquez Team
Este vídeo de Matias Marquez Team cobriu muito terreno. Streamed.News selecionou 8 momentos principalis e os resume aqui. Tudo abaixo leva diretamente ao momento correspondente no vídeo original.
O que é preciso para terminar mais forte do que se começou? Um atleta de elite analisa a combinação de ciência, talento e, acima de tudo, resiliência que define os melhores maratonistas.
Lucho Taccone sobre a Maratona de Londres: "Eles chegam àquela posição e não a soltam"
O triatleta Lucho Taccone expressou surpresa com a capacidade dos corredores de elite na Maratona de Londres de acelerar na fase final. Ele notou que, em vez de apenas manter o ritmo, os atletas alcançam uma "progressão tremenda" entre os quilômetros 30 e 42, reduzindo seus parciais de 2:56 para 2:49 por quilômetro. Taccone atribui esse desempenho não só ao talento e avanços na nutrição, mas também a um sistema de apoio integral com equipes dedicadas.
Além da preparação física, Taccone destacou um fator psicológico crucial: a força mental forjada na adversidade. Muitos desses atletas, ele argumenta, vêm de ambientes difíceis e "condições sofridas". Essa experiência de vida, segundo ele, confere-lhes uma resiliência única nos momentos mais duros da competição. "Eles chegam àquela posição e não a soltam", refletiu, sugerindo que a determinação para vencer está profundamente enraizada em sua história pessoal.
"São pessoas que cresceram em condições difíceis, então chegam àquela posição e não a soltam."
A mudança de método que levou Martín Baeza à sua primeira vitória, segundo o técnico Lucho Taccone
O triatleta e treinador Lucho Taccone revelou a chave da recente vitória de seu aluno, o chileno Martín Baeza, no 70.3 de Lima: uma mudança fundamental na filosofia de treino. Taccone identificou que Baeza treinava com baixo volume de horas, mas alta intensidade, um resquício de seus inícios na curta distância. A nova estratégia consistiu em aumentar significativamente o volume total de treino, priorizando sessões de baixa intensidade para construir uma base aeróbica mais sólida.
Este ajuste não foi só esportivo, mas também de estilo de vida. Baeza teve de "adequar sua vida para poder fazê-lo", reorganizando suas responsabilidades como treinador em Temuco, uma cidade com clima hostil para o triatlo. A disposição do atleta em adotar essa nova abordagem e reestruturar seu dia a dia foi crucial para que os resultados positivos, como seu primeiro triunfo profissional, surgissem rapidamente.
"Particularmente, Martín treinava com muito pouco volume e talvez muita intensidade. Dei minha opinião, ele concordou em começar a fazer mais volume e adequar sua vida para poder fazê-lo."
A tática para vencer Kristian Blummenfelt, segundo Lucho Taccone: "Uma diferença irrecuperável na bicicleta"
Para derrotar um campeão dominante como o triatleta norueguês Kristian Blummenfelt, a chave não está na corrida a pé, mas em neutralizar sua vantagem antes que ele possa usá-la. Segundo Lucho Taccone, a única tática viável é criar uma "diferença irrecuperável" durante a etapa de ciclismo. Isso exigiria que um grupo de nadadores e ciclistas muito fortes trabalhasse junto para impor um ritmo elevado e sustentar uma vantagem de dois a três minutos sobre ele.
Essa estratégia de alto risco reconhece que tentar igualar Blummenfelt em uma maratona final é, para a maioria, uma batalha perdida. O plano busca mudar a dinâmica da prova, forçando o favorito a se desgastar sozinho durante a perseguição de bicicleta. É uma abordagem que depende da colaboração entre rivais e da capacidade dos líderes de "aguentar correndo" com as pernas fatigadas, transformando a competição em um desafio tático, e não em um duelo de resistência pura.
"A dinâmica de prova para vencê-lo é que um grupo forte de nadadores que pedalam bem sustente esses dois ou três minutos na bike, para depois aguentar correndo."
Lucho Taccone revela erro nutricional: "Esforço na bike foi grande demais para 100 gramas de carboidratos por hora"
O triatleta Lucho Taccone analisou abertamente sua estratégia nutricional na última prova, culpando-a pelo sofrimento final. Na etapa de ciclismo, consumiu 100 gramas de carboidratos por hora, sentindo-se "no limite". Na corrida, elevou para 110 gramas/hora, indicando um déficit energético prévio. Taccone ligou o plano alimentar à dor e mal-estar nos últimos cinco quilômetros. "Cheguei bem mal, custou e doeu a corrida", admitiu. Sua experiência realça o equilíbrio crucial para atletas de resistência. Um erro de cálculo, por esforço maior na bike, gera um déficit quase irreversível, tornando a reta final uma luta pela sobrevivência.
"Senti muito os últimos 5 quilômetros. Cheguei bastante mal, custou e doeu a corrida."
Aumento do volume de treino melhora velocidade de Martín Baeza sem trabalho específico
O treinador Lucho Taccone comprovou o sucesso de seu novo plano para o triatleta Martín Baeza. Após aumentar o volume dos treinos, Baeza correu 10 km e, para surpresa de ambos, fez seu melhor tempo pessoal. O mais relevante: o resultado veio "sem trabalho específico" de velocidade, provando que mais resistência era o que faltava. O feito confirmou a tese de Taccone: a fraqueza de Baeza era a corrida, onde ele "desinflava" após 8 ou 10 km. Ao construir uma base aeróbica maior com mais horas de treino de baixa intensidade, Baeza não só manteve o ritmo em longas distâncias, mas também melhorou em provas mais curtas e explosivas. A estratégia focada no volume fortaleceu seu ponto fraco.
"Ele fez o melhor tempo nos 10K sem treino específico. Ali percebi que era disso que ele precisava [mais volume]."
Lucho Taccone explica decisão de competir fora da zona de conforto: "Fiquei 15 km muito além do meu ritmo"
Numa prova recente, o triatleta Lucho Taccone decidiu taticamente seguir um rival, ciente de que isso o levaria muito além de seu limite. Por 15 quilômetros, sua potência de pedal saltou de 320 para picos constantes de 340-360 watts. "Estava completamente fora da zona", explicou, reconhecendo o esforço extremo, ainda mais num dia em que não se sentia bem. Isso ilustra uma faceta chave da mentalidade competitiva de elite: usar o adversário como motivador externo para superar limites. Taccone admitiu que, fatigado, "é mais difícil forçar porque dói mais", mas "copiar o ritmo de alguém te obriga". Em vez de seguir o plano à risca, ele arriscou o sofrimento imediato para se manter na disputa, transformando um desafio em oportunidade estratégica.
"Quando se está fatigado, é mais difícil apertar porque dói mais. Então, talvez copiar o ritmo de alguém te obrigue, e, bem, você sofre muito, mas acaba fazendo o que pode."
Lucho Taccone compete em Brasília sem descarga e foca treino em altitude na Colômbia
O triatleta Lucho Taccone revelou que sua participação no 70.3 de Brasília integrava uma estratégia de treino maior. Ele competiu sem a "descarga" – período de descanso para o pico de rendimento – pois o objetivo não era buscar a vitória, mas sim usar a prova como preparo para o Ironman de Florianópolis, sua meta principal. Após a competição no Brasil, Taccone segue para um acampamento de quatro semanas em altitude na Colômbia. A prioridade é a recuperação rápida e a adaptação ao ambiente para maximizar o treino intenso. Essa periodização demonstra como atletas de elite usam certas provas como estímulos valiosos, não como objetivos finais.
"O importante era não baixar muito o volume antes da prova. Agora é recuperar e me adaptar o mais rápido possível à altitude para treinar da melhor forma lá."
Magnus Ditlev pode disputar Ironman Brasil para vaga em Kona, revela Lucho Taccone
O triatleta Lucho Taccone revelou que a lista de partida do próximo Ironman Brasil pode trazer uma surpresa mundial: o dinamarquês Magnus Ditlev. Segundo conversa de Taccone com o treinador André López, Ditlev analisa competir no evento sul-americano, pois ainda não garantiu sua vaga para o Campeonato Mundial de Ironman em Kona, Havaí. A possível chegada de uma estrela como Ditlev elevaria drasticamente o nível da prova, ilustrando a natureza estratégica do circuito. Atletas decidem onde competir buscando pontos ou vagas para os principais campeonatos. Para Taccone, enfrentar um rival desse calibre é um desafio bem-vindo: "Se quero correr em Kona, preciso correr nesse nível", afirmou.
"Ele está analisando porque não tem a vaga para Kona. Uma de suas opções é vir para o Brasil, então há essa possibilidade."
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